Pular para o conteúdo principal

QUÍMICA DOS ÓLEOS ESSENCIAIS E SEUS EFEITOS FARMACOLÓGICOS



Na análise da química dos óleos essenciais, tanto pela cromatografia quanto literatura disponível, podemos dimensionar a complexidade dos óleos essenciais: há exemplos em que é possível observar em apenas um OE centenas de ativos químicos com potencial de ação farmacológica. É um assunto bem rico, nas plataformas acadêmicas há inúmeros artigos científicos sobre o tema e é demais entender pelo viés ou validação da ciência ocidental as propriedades já utilizadas nas medicinas orientais e usos populares tradicionais. Mas tomemos cuidado com as verdades a serem tomadas.

Muitas vezes as análises são feitas em ativos isolados, deixando de lado a composição total de um ÓLEO ESSENCIAL, o que não seria o uso total e integral dele, noutras os testes da ação de determinada molécula sobre a fisiologia humana são realizados in vitro, sem especificação do modo de uso, tópico, OLFAÇÃO, inalação e em último caso a polêmica ingestão (passadas pelo trato digestivos as moléculas são quebradas e chegam ao sangue com outra forma, o que não garantiria a molécula estudada in vitro, mas os metabólitos dela logo tendo outra ação ou até mesmo se tornando tóxicas ao organismo).

Ainda que essas análises apontem direcionamentos e potenciais, a comprovação da eficácia científica sobre o corpo humano obedece a uma série de etapas. Como assistimos ao vivo na corrida da vacina da Covid-19, a última etapa, passados os testes pré-clínicos in vitro, correponde à testagem clínica in vivo, em animais e no corpo humano, passando pelos espectros de faixa etária, fisiologia e co-morbidades.

Ou seja, é importante que se verifique sempre os protocolos da pesquisa divulgada.


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

CAMPOS SUTIS NOS ÓLEOS ESSENCIAIS

Para entender os campos sutis, falamos primeiro nos três corpos que habitam cada um de nós, seres humanos, de acordo com a compreensão do Vitalismo antroposófico (doutrina que mais se aproxima, em termos de linguagem, de nós ocidentais). Corpo Físico: manifestações materiais, físico-químicas e elétricas. Corpo Astral: Alma que emerge dentro do corpo físico, a manifestação das forças superiores integradas unicamente a este determinado corpo, onde vemos manifesta a identidade e a consciência individuais. Na neurociência entendemos que essa potência é representada pelo sistema nervoso, a propriocepção e se estendem para além da compreensão física.  Corpo Etéreo: É a pulsão de vida*, a movimentação imaterial plasmadora com o todo. É motriz no desenvolvimento, na reprodução e facilita as forças dinâmicas. E está ligada à Espiritualidade.  As manifestações dos campos sutis perpassam esses corpos, do nosso cerne físico ao nosso etérico e pertencem a cada ser humano em seu contexto fí...

Caatinga

Região estigmatizada como inóspita, muitas vezes surge em nosso imaginário como uma capa do livro vidas secas do Graciliano Ramos. A devastação e exploração desse bioma remonta a história do Brasil: foi o primeiro solo a ser devastado pelo extrativismo agressivo no começo da colonização do país.  Apesar disso, a etimologia de seu nome kah (vegetação) tinga (branca) vem da característica de suas árvores perderem todas as folhas na época do inverno, adaptação morfológica ocasionada pelo grande período de escassez de chuvas. A Caatinga ocupa quase 800.000km² do território brasileiro e vai do sudeste ao norte do país, ligando-se a três outros biomas: Floresta Amazônica, Mata Atlântica e Cerrado. Por esse motivo, é atribuída a ela a condição de transitória, argumento utilizado para dificultar o acesso de recursos e proteção para sua preservação.  Dentro desse bioma riquíssimo, a Caatinga possui diferentes regiões que se diferem pela composição do solo, altitude, índice pluviométric...