Pular para o conteúdo principal

TESTE OLFATIVO ÀS CEGAS


Ao entrar em contato com um aroma sem saber do que se trata, o estímulo sensorial será percebido, antes de mais nada, por uma zona no cérebro onde não há codificações, apenas sensações e memórias. Só depois a área racional irá processá-las e/ou nomeá-las.

Já quando sentimos um aroma e sabemos o que ele é, as áreas racionais do cérebro se acionam automaticamente para nos ajudar a percebê-lo. Sabemos de antemão a sensação que “devemos” ter. A razão se intromete e perdemos a liberdade de simplesmente sentir aquilo que o aroma evoca.

Na vida, essa liberdade é bem rara. Mas tem um jeito fácil de experimentá-la & aproveitá-la. No teste aromático cego, você inala ÓLEOS ESSENCIAIS de olhos fechados, sem saber quais são. Assim, apenas reage aos aromas, sem tentar reproduzir as sensações ou propriedades relacionadas a cada OE. Dessa maneira o corpo e as emoções nos guiam na melhor escolha dos óleos essenciais para aquele momento. 

E mais: se repetir a experiência de tempos em tempos, verá que a percepção olfativa varia, podemos vir a gostar do que não gostávamos antes ou estranhar algum favorito, mas assim como nossas demandas cíclicas, nosso olfato se alterna. 

•Teste cego: como fazer•

1.    Escolha alguns óleos para testar. Não exagere: se for das colecionadoras, selecione por volta de seis. Mas de pouquinho, três já fazem uma boa gama

2.    Use um caderno para anotar suas sensações. Faça nele uma coluna de números, na quantidade escolhida de óleos.

3.    Use etiquetas redondas ou pedacinhos de esparadrapo para identificar as tampinhas dos óleos (faremos a olfação com elas, e não com os vidrinhos). Use abreviações – por exemplo: LV para lavanda, CI para cipreste etc.

4.    Vire as tampinhas para baixo sobre a mesa e embaralhe-as.

5. Vamos lá: olhos fechados, inale cada uma por algum tempo, até surgirem sensações descritíveis.

6.   Anote suas impressões sobre cada OE que experimentar junto a um número da lista, por ordem. Vá enfileirando as tampinhas na ordem dos testes.

7.    Terminando, vire as tampinhas e veja quais foram os óleos que causaram quais impressões. Você vai se surpreender!

8.    Agora sim, escreva o nome de cada OE ao lado de cada impressão.

Depois conta pra gente!

Atenção: se os óleos não forem seus, por questão de segurança, use fitinhas de papel com uma gotinha.




Postagens mais visitadas deste blog

QUÍMICA DOS ÓLEOS ESSENCIAIS E SEUS EFEITOS FARMACOLÓGICOS

Na análise da química dos óleos essenciais, tanto pela cromatografia quanto literatura disponível, podemos dimensionar a complexidade dos óleos essenciais: há exemplos em que é possível observar em apenas um OE centenas de ativos químicos com potencial de ação farmacológica. É um assunto bem rico, nas plataformas acadêmicas há inúmeros artigos científicos sobre o tema e é demais entender pelo viés ou validação da ciência ocidental as propriedades já utilizadas nas medicinas orientais e usos populares tradicionais. Mas tomemos cuidado com as verdades a serem tomadas. Muitas vezes as análises são feitas em ativos isolados, deixando de lado a composição total de um ÓLEO ESSENCIAL , o que não seria o uso total e integral dele, noutras os testes da ação de determinada molécula sobre a fisiologia humana são realizados in vitro, sem especificação do modo de uso, tópico, OLFAÇÃO , inalação e em último caso a polêmica ingestão (passadas pelo trato digestivos as moléculas são quebradas e chegam ...

CAMPOS SUTIS NOS ÓLEOS ESSENCIAIS

Para entender os campos sutis, falamos primeiro nos três corpos que habitam cada um de nós, seres humanos, de acordo com a compreensão do Vitalismo antroposófico (doutrina que mais se aproxima, em termos de linguagem, de nós ocidentais). Corpo Físico: manifestações materiais, físico-químicas e elétricas. Corpo Astral: Alma que emerge dentro do corpo físico, a manifestação das forças superiores integradas unicamente a este determinado corpo, onde vemos manifesta a identidade e a consciência individuais. Na neurociência entendemos que essa potência é representada pelo sistema nervoso, a propriocepção e se estendem para além da compreensão física.  Corpo Etéreo: É a pulsão de vida*, a movimentação imaterial plasmadora com o todo. É motriz no desenvolvimento, na reprodução e facilita as forças dinâmicas. E está ligada à Espiritualidade.  As manifestações dos campos sutis perpassam esses corpos, do nosso cerne físico ao nosso etérico e pertencem a cada ser humano em seu contexto fí...

Caatinga

Região estigmatizada como inóspita, muitas vezes surge em nosso imaginário como uma capa do livro vidas secas do Graciliano Ramos. A devastação e exploração desse bioma remonta a história do Brasil: foi o primeiro solo a ser devastado pelo extrativismo agressivo no começo da colonização do país.  Apesar disso, a etimologia de seu nome kah (vegetação) tinga (branca) vem da característica de suas árvores perderem todas as folhas na época do inverno, adaptação morfológica ocasionada pelo grande período de escassez de chuvas. A Caatinga ocupa quase 800.000km² do território brasileiro e vai do sudeste ao norte do país, ligando-se a três outros biomas: Floresta Amazônica, Mata Atlântica e Cerrado. Por esse motivo, é atribuída a ela a condição de transitória, argumento utilizado para dificultar o acesso de recursos e proteção para sua preservação.  Dentro desse bioma riquíssimo, a Caatinga possui diferentes regiões que se diferem pela composição do solo, altitude, índice pluviométric...